Se tem um lugar onde o vinil nunca perdeu espaço é no centro da capital paulista. Entre galerias históricas, discotecas públicas e novas lojas, o “bolachão” continua sendo celebrado por colecionadores, DJs e curiosos em busca de raridades e lançamentos.
Inventado nos anos 1940 e com auge entre as décadas de 1950 e 1990, o vinil nunca saiu de circulação, mas ganhou novo fôlego nos últimos anos. Só em 2024, as vendas no Brasil cresceram 45,6% segundo a associação Pró-Música. E São Paulo continua sendo o epicentro desse movimento.
Selo Sesc
O Sesc São Paulo também entrou no jogo: desde 2016, lançou em vinil obras como Donato Elétrico (João Donato), Língua Brasileira (Tom Zé), Nana Tom Vinicius (Nana Caymmi) e o triplo Relicário: João Gilberto (ao vivo no Sesc 1998). Mais que música, são experiências culturais completas, com encartes, arte gráfica e o ritual de virar o disco.

Galeria do Rock
Construída em 1962, a Galeria do Rock já foi lar de mais de 80 lojas de discos nos anos 1980. Hoje, ainda mantém espaços icônicos como a Baratos Afins, de Luiz Calanca, a London Calling, dentre outros. E lá segue atraindo tanto clientes fiéis quanto novos colecionadores.

Discoteca Oneyda Alvarenga
Criada em 1935 por Mário de Andrade, a Discoteca Oneyda Alvarenga é o maior acervo público de música do país: são 50 mil discos de 78 rpm e 26 mil LPs, além de partituras e hemeroteca. Funciona no Centro Cultural São Paulo e mantém viva a memória da música brasileira.
Galeria Metrópole
Desde 1960, a Galeria Metrópole abriga diversas iniciativas musicais. Hoje, a loja Collectivinyl reúne selos independentes como Acerola Discos, Oca Records e Show Me Your Case, além de promover encontros com DJs e feiras sazonais.
Galeria Nova Barão
Com mais de 30 lojas dedicadas ao vinil, a Galeria Nova Barão é hoje uma das principais referências para o público colecionador. De espaços clássicos, como a Disco Sete e a Lado C Discos, até novas iniciativas como a Petróleo Music, o local é ponto de encontro, compras e até pista improvisada para DJs.

No coração de São Paulo, o vinil segue sendo celebrado — seja garimpando na Galeria do Rock, pesquisando na Discoteca Oneyda, descobrindo novidades na Metrópole ou dançando na Nova Barão. Cada espaço conta um pedaço da história desse formato que nunca saiu de cena.
👉 Confira mais em: Revista E – Outubro/25


