6 Álbuns imperdíveis lançados há exatos 45 Anos

6 Álbuns imperdíveis lançados há exatos 45 Anos

Setembro de 1980 foi um mês especial para a música. As prateleiras das lojas de discos receberam uma leva de lançamentos que marcaram época: artistas consagrados mostrando novas fases, nomes em ascensão buscando espaço e, de quebra, alguns clássicos instantâneos que ainda hoje giram sem parar nas vitrolas mundo afora.

A revista AmericanSongWriter selecionou cinco álbuns que completam 45 anos neste mês e continuam soando atuais — seja pela ousadia, pelo lirismo ou pela sonoridade que atravessou gerações. Se você já tem essas pérolas em sua coleção, sorte sua! Se não, ainda é tempo de correr atrás, antes que completem meio século de tradição. Vamos à lista:


David Bowie – Scary Monsters (And Super Creeps)

Após a famosa “trilogia de Berlim”, Bowie abriu os anos 80 com um disco que uniu a experimentação ao apelo pop. Scary Monsters trouxe faixas hipnóticas como “Ashes to Ashes”, “Fashion” e a faixa-título, que se tornaram algumas das mais acessíveis e memoráveis de sua carreira. Um verdadeiro divisor de águas antes de chegar ao estouro de Let’s Dance.


Robert Palmer – Clues

Muito antes de estourar nos anos 80 com Addicted to Love, Palmer já entregava pérolas como as de Clues. Aqui ele mergulha na New Wave, em parcerias com Gary Numan, e surpreende com releituras como “Not a Second Time”, dos Beatles. O álbum ainda guarda a inesquecível “Johnny and Mary”, talvez sua maior composição.


Tom Waits – Heartattack and Vine

Ainda visto como o “poeta dos bares esfumaçados”, Waits começava a reinventar sua sonoridade. Canções como “Jersey Girl” e “Saving All My Love for You” mostram sua faceta romântica, mas é no vozeirão rouco e nas faixas mais cruas — “Heartattack and Vine” e “Til The Money Runs Out” — que ele ensaia a guinada que culminaria em Swordfishtrombones (1983).


Stevie Wonder – Hotter Than July

Depois da recepção morna de Journey Through the Secret Life of Plants, Stevie voltou ao terreno seguro e cativante. Hotter Than July não tem a grandiosidade dos discos dos anos 70, mas é repleto de momentos marcantes: o reggae “Master Blaster (Jammin’)”, a surpresa country “I Ain’t Gonna Stand For It” e a balada “Lately”, que antecipava sua fase mais atmosférica nos anos 80.


The Doobie Brothers – One Step Closer

O disco mais “Soft Rock” da banda. Aqui, os Doobies se jogam em grooves elaborados como “Thank You Love” e “South Bay Strut”, com destaque para o sax de Cornelius Bumpus e os vocais de Michael McDonald, que brilham na faixa-título e em “Real Love”, o grande hit do álbum. Foi também o último trabalho antes da pausa de quase uma década em estúdio.


Uma safra inesquecível

Setembro de 1980 mostrou como a música popular podia ser plural: do experimentalismo de Bowie e Waits ao romantismo sofisticado de Stevie e Palmer, passando pelo soft rock envolvente dos Doobies. Cinco discos que, 45 anos depois, continuam sendo descobertos, revisitados e celebrados — e que soam ainda mais especiais girando em vinil. Mas pera aí… e no Brasil?

EXTRA: Rita Lee – Rita Lee (Lança Perfume) – 25 de setembro de 1980

O oitavo álbum solo de Rita Lee, produzido por Guto Graça Mello e coproduzido por Roberto de Carvalho, foi lançado em 25 de setembro de 1980 pela Som Livre.

Essencial do pop-rock brasileiro, traz clássicos como “Lança Perfume”, “Baila Comigo” e “Nem Luxo Nem Lixo”. Conquistou público não apenas no Brasil, mas também na Europa e EUA — vendendo mais de 800 mil cópias na época!