Quem diria que um debate sobre o futuro do trabalho e a automação no Supremo Tribunal Federal (STF) nos daria uma pérola sobre o vinil?
Pois é, a paixão pelos bolachões de acetato (ou, como diz a ministra, pelo bom e velho LP) pautou um breve e divertido diálogo entre os ministros Luís Roberto Barroso e Cármen Lúcia. Assista:
A Automação e o Consumo Digital
O papo surgiu durante o julgamento da ADO 73, que trata da proteção do trabalhador diante das inovações tecnológicas e da automação.
Ao comentar como as novas tecnologias mudaram o mercado (comércio eletrônico, fechamento de livrarias, etc.), o ministro Barroso citou a música:
“A gente ouve música, ninguém mais compra CD, a gente vê filmes por streaming,” disse Barroso, destacando o novo modelo de consumo.
O LP nunca morre!
Foi aí que a ministra Cármen Lúcia interrompeu a fala com a melhor intervenção para nós, amantes do som analógico: ela revelou que não só resiste ao streaming, como ainda alimenta a paixão pelos discos:
“Eu compro até vinil, segundo os meus sobrinhos, que eu chamava de LP. Esse aqui é o fato, como eu sou mais velha, eu tenho até, se bobear, uma radiola,” brincou a ministra.
O bom humor não parou por aí. Barroso ainda brincou com a colega: “Como assim, Vossa Excelência é mais velha? Ninguém diria”.
O que isso nos diz?
Esse diálogo descontraído, apesar de rápido, é um lembrete importante: mesmo em meio ao avanço digital (e, no caso do STF, falando sobre os impactos da automação), há um movimento forte de valorização do físico e do tato.
Enquanto o streaming traz praticidade e um acervo infinito (e, Barroso que o diga, é a realidade da maioria), o vinil, o LP, a radiola… eles representam a experiência, o ritual e a qualidade que a tecnologia moderna, ironicamente, não consegue substituir para uma legião de apaixonados.
E você? Na hora de ouvir música, qual ministro te representa mais?
- Você é do time Barroso, 100% Streaming?
- Ou do time Cármen Lúcia, com o LP na vitrola e um som estalando de bom?
Conta para a gente nos comentários!
Fonte: Diálogo sobre novas tecnologias durante a análise da ADO 73, julgada no STF em 9 de outubro de 2025. *(Baseado na notícia de Migalhas, disponível AQUI) *


